Interpretação de Gênesis 19



Interpretação de Gênesis

Interpretação de Gênesis 19


19:1-3. Estava Ló assentado. Ló obtivera algum destaque entre seus concidadãos na perversa cidade. Talvez o seu assentar-se junto a porta indique que ele ajudava a fazer justiça ao povo. Mas para os visitantes celestiais, a figura fraca, mundana e egoísta de Ló parecia patética. Imediatamente ele se prontificou a fazer o papel de um anfitrião generoso diante dos dois estrangeiros.
4-22. As trágicas experiências com os homens da cidade, na casa de Ló, demonstram que em Sodoma predominava a mais negra situação. Os anjos, que foram sob ordens divinas para descobrirem a extensão da depravação humana ali, não precisaram de mais nada. Os pecados mais vis, mais execráveis, eram praticados aberta e descaradamente. Os mensageiros divinos só tinham de pronunciar a sentença oficial, apresentar a devida advertência e, de todas as maneiras, procurar retirar Ló e sua relutante família da cidade condenada. A pressa foi necessária. Foi exigida uma obediência fora do comum. Ló tentou freneticamente admoestar e persuadir os membros de sua família a partirem com ele. Mas, como diz a narrativa, acharam, porém, que ele gracejava com eles.
Ló agiu egoísta e tolamente quando preferiu participar da vida de Sodoma, onde seus filhos foram aviltados pelo opróbrio da cidade. Embora tivesse alcançado certo destaque entre o povo, jamais a sua influência foi bastante grande para que houvesse alguma mudança de comportamento; por isso, na hora da crise, fracassou na liderança moral. Sua própria família, no fim, não acreditou nas suas mais insistentes advertências. Que contraste extraordinário entre a depravação de Ló e a vida justa de Abraão! Os membros da família de Ló eram todos corruptos. Nenhum deles valia nada na balança da justiça e da honestidade. Enquanto Ló, sua esposa e suas duas filhas saíam relutantes da cidade condenada, Deus deteve a destruição pendente até que seus mensageiros os livrassem das garras nojentas de Sodoma.
23-25. Então fez o Senhor chover enxofre e fogo. É bom que aceitemos esta narrativa literalmente, como registro de um juízo definido do Senhor sobre um povo tão corrupto, que não tinha mais o direito de viver. Deus tinha poder de produzir um terremoto que teria aberto uma brecha nas rochas para libertar o gás armazenado, que explodindo jogou quantidades imensas de petróleo para o ar. Quando o material inflamável se incendiou, lençóis de fogo caíram sobre a cidade para completar a destruição. Chamas cauterizantes e fumaça negra deve ter coberto toda a área da cidade, sufocando e consumindo todas as coisas vivas.
26. Uma estátua de sal. A esposa de Ló fez algum esforço para escapar ao desastre iminente. Mas deixou que a sua curiosidade e seu desordenado amor pelas coisas de Sodoma (como também por sua família, provavelmente) a levasse a desobedecer as ordens e ela olhou para trás. Foi uma atitude fatal. A mulher ficou paralisada, e seu corpo se transformou em uma estátua de sal, coberta e incrustada com sedimentos da chuva de enxofre. Ali ficou por muitos anos como terrível advertência contra a desobediência às ordens específicas de Deus, e um lembrete mudo do caráter imutável do senhor. Alguém já disse: “Ela ficou ali, uma silenciosa sentinela do egoísmo sórdido”. Até o dia de hoje, colunas e torres de sal são visíveis na área ao sul do Mar Morto. Jesus, tentando lembrar seus discípulos das trágicas conseqüências do amor às coisas materiais, advertiu-os dizendo “lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc. 17:32).
27, 28. Da terra subia fumaça, como a fumarada de uma fornalha. Abraão subiu a uma elevação perto do Hebrom e olhou para o inferno no vale lá em baixo. Fizera todo o possível para poupar Ló e sua família. Agora observava a destruição das quatro cidades ímpias que foram tão insolentes no seu comportamento. Certamente o salário do pecado é a morte.
30-38. Duas filhas. O último capítulo da vida de Ló é de inspirar pena. Ele descreve as relações incestuosas que gostaríamos de esquecer. As duas filhas, educadas na ímpia Sodoma, rebaixaram-se o suficiente para praticarem um ato que é indescritivelmente revoltante. O resultado desse ato foi o nascimento de dois meninos, que foram os progenitores dos moabitas e dos amonitas, Ló e sua família fracassaram miseravelmente. Tragédia, desgraça, desespero e morte estão sobre os seus epitáfios. “Não erreis ; Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl. 6:7).



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