Interpretação de Gênesis 16



Interpretação de Gênesis

Interpretação de Gênesis 16


Ismael. 16:1-16.
1-3. Ora Sara . . . não lhe dava filhos. Abrão e Sara estavam casados há muitos anos. Nenhum filho alegrava o seu lar para cumprimento das maravilhosas profecias. Mas Jeová fora específico nas Suas promessas a respeito de uru herdeiro (cons. 15:4). Conforme os anos foram se passando, a discrepância entre a promessa e as circunstâncias foi-se tornando cada vez mais frustrante. Não ter filhos era uma calamidade e uma desgraça para qualquer esposa hebréia, e para Sarai era muito pior ainda. Marido e esposa quiseram ajudar a Deus na realização da promessa. Eles conheciam o ensino direto de Gn. 2:24 e sabiam que maridos e esposas deviam se conformar com esse elevado padrão. Tomar uma segunda esposa ou concubina era pecado. No entanto, tentando fornecer a Deus um meio de executar Sua predição, Sarai prontificou-se a ignorar o padrão divino e deu sua escrava Hagar a Abrão, na esperança de que ela desse um filho à família. E assim me edificarei (heb. beinâ, “edificar”) . . . por meio dela, disse. Quando homens e mulheres permitem que a sua fé desabe, recorrem a expedientes humanos. A escrava egípcia foi introduzida na tenda de Abrão para que a família fosse edificada. Mas as trágicas conseqüências foram a discórdia e o sofrimento.
4-6a. Ele a possuiu. Sarai estava agindo inteiramente de acordo com os costumes de outros povos do seu tempo (cons. as placas Nuzu). Mas Abrão e Sarai deviam manter-se num padrão mais elevado do que o dos povos à sua volta. Abrão, o amigo de Deus, tinha uma fé mais rica e seguia um código mais puro. Não obstante, aceitou a sugestão de sua esposa e levou Hagar para sua tenda. Logo a escrava começou a desprezar sua senhora. E Sara se tornou amarga contra sua serva. Todas as três pessoas envolvidas no triângulo sofreram. Sara acusava Abrão como o culpado de tudo, mas ele apenas aceitou a sua sugestão. O ciúme mudou toda a atmosfera. Paz, harmonia e felicidade não podem existir em um lar assim. E o lar estava a ponto de se desfazer.
6b. Humilhou-a. Afligiu-a. O hebraico 'einâ significa “oprimir, deprimir, afligir”. Neste caso pode significar “perseguir ou tratar mal”. Sarai deve ter perseguido Hagar com pesadas obrigações ou castigo corporal. Sela qual for a perseguição, deixou-a tão contrariada, envergonhada ou embaraçada que ela fugiu da presença de sua senhora. Ciúme apaixonado e amargura colocaram as duas mulheres uma contra a outra. E Abrão não lhes foi de muita ajuda. As condições foram piorando.
7,8. Tendo-a achado o anjo do Senhor. No seu desespero, Hagar fugiu na direção de sua terra natal, ao Egito. Ela era legalmente uma escrava e não tinha direito de fugir. Sua situação, entretanto, se tomara insustentável, e a fuga lhe parecia a única saída. Provavelmente ela achava que encontrada paz, descanso e o direito de viver em sua terra natal. Quando chegou a Sur (o muro), parou antes de atravessar a fronteira. Aqui os egípcios mantinham um muro ou uma linha de fortificações para proteger o Egito dos invasores do oriente. Foram mencionados nos registros egípcios até 2000 A.C.
Na quietude do deserto, Hagar defrontou-se com o anjo do Senhor, que veio orientá-la, dando-lhe esperança e paz de espírito. Esta é a primeira aparição registrada do anjo do Senhor na terra. Foi um momento de significado fora do comum. Este “anjo” não era um ser criado, mas o próprio Jeová, manifestando-se a Hagar. Para outros usos deste nome, via Gn. 32: 30; Êx. 23:20-23; 32:34; 1 Reis 19:5, 7; Is. 63:9. Nessas passagens torna-se evidente que o “anjo” é o próprio Jeová, apresentando-se dentro dos limites do tempo e espaço. Ele se identifica com Jeová; e fala e age com autoridade divina; Ele é mencionado como Deus ou Jeová.
9-12. As palavras confortadoras do “anjo” a Hagar foram que ela deveria voltar para enfrentar a difícil situação da qual fugira, assumir o seu pesado fardo e aguardar o cumprimento do plano divino e aguardar o dia quando seu filho, Ismael, se tornasse o chefe de uma tribo importante. Ismael (Deus ouve) seria um “jumento selvagem”, forte e atrevido, com disposição feroz. Viveria selvagem e livre, no deserto, sem amigos ou seguidores. seus descendentes foram destinados a formarem uma enorme horda de beduínos, selvagens, livres, traiçoeiros, temerários, errantes pelas vastidões do deserto.
13-16. Tu és Deus que vê. Hagar se encheu de alegria ao reconhecer a Deus naquela experiência, vendo que Ele era cheio de graça, bondoso, Observador que considera um pobre indivíduo em calamitosa situação. Reagiu com fé reverente. O poço ou fonte recebeu o nome de Beer-Laai-Roi. Este nome foi traduzido e melhorado de diversas maneiras. Talvez uma boa tradução seja O poço do vivente que me vê. Hagar ficou grandemente emocionada ao perceber que estivera na presença do próprio Deus poderoso e que continuava viva. Talvez o poço ficasse nas proximidades de Cades (cons. 16:14), cerca de 80 kms ao sul de Berseba. O menino nasceu, e Abrão, com oitenta e seis anos de idade, chamou-o de Ismael.


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Interpretação de Gênesis 16 Interpretação de Gênesis 16 Reviewed by Biblioteca Bíblia on segunda-feira, julho 11, 2016 Rating: 5
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