terça-feira, janeiro 10, 2017

Explicação de Juízes 19

Explicação de Juízes 19

Explicação de Juízes 19

Juízes 19

19.1 Efraim. Ficou no centro da Palestina, região mais tarde conhecida por Somaria.
19.3 Falar-lhe ao coração. Frase idiomática que no hebraico significa amor, carinho e generosidade no falar.
19.7 Instando com ele. Encontra-se, nestas linhas, uma visão profunda da vida social da Palestina, nos remotos tempos de há 3.000 anos passados. A hospitalidade sem restrições, especialmente com relação aos viajantes, era encarada com a mais alta seriedade.
19.9 Vai-se o dia acabando. Lit. “o acampamento do dia” lembrando os anos de peregrinação nômade no deserto.
19.10-12 Jebus... cidade estranha. Antes da conquista de Jerusalém por Davi (2 Sm 5.6s), essa cidade era a fortaleza dos jebuseus e denominada Jebus. Ficava apenas a uns 10 km ao norte de Belém, a mesma cidade onde Jesus nasceu.
19.13 Gibeá. Fundada na época da conquista da Palestina pelos israelitas e habitada pelos benjamitas; distava uns 7 km mais para o norte de Jebus. Posteriormente, tornou-se a cidade de Saul (1 Sm 10.26). Ramá ficava a uns 3 km mais distante. Depois de escurecer era perigoso viajar por aquelas paragens.
19.15 Não houvera quem os recolhesses. Um sinal de trato extremamente grosseiro era o não oferecer abrigo a um viajante, especialmente quando o hospedeiro nada gastaria em provisões. A essa falta, no tocante à hospitalidade, seguiram-se crimes piores.
19.16 Homem velho. Este homem, conterrâneo do viajante, não era benjamita. Isto explica, em parte, as atitudes dos cidadãos de Gibeá para com ele.
19.18 Viagem para a casa do Senhor. A casa do Senhor, a essa altura, encontrava-se em Siló. Até este ponto, nenhuma menção se fez deste propósito adicional. A Septuaginta reza “minha casa”, no lugar de “do Senhor”, e é possível que o texto original tivesse este sentido.
19.22 Filhos de Belial A origem da palavra é desconhecida. Pensa-se haver, talvez, alguma relação com a deusa babilônica da vegetação, também deusa do Sheol, o túmulo. Cf. Sl 18.4, 5, “torrentes de impiedade” (heb belial) corresponde, no paralelismo poético, a ”laços de morte” e “cadeias infernais”. Batendo à porta. No heb “bater” se acha na forma intensiva deixando subentendida a intenção de arrombar a porta. É de se notar a semelhança do comportamento dos homens de Gibeá com os de Sodoma (Gn 19.9ss).
19.23 Está em minha casa. Os costumes da ética reinante impediram que o homem velho entregasse seu hóspede aos homens de Gibeá. Pior que a lascívia e a perversão, era faltar com a hospitalidade. Loucura. O heb nebalah tem significado ainda mais forte. ”Impiedade”, “devassidão” (cf. 1 Sm 25.25) talvez representem melhor seu sentido.
19.25 Concubina.. entregou. Para se manter uma lei ética, quebra-se outra que, no moderno sistema de valores, seria infinitamente mais importante.
19.28 Levanta-te. A narrativa não demonstra a profunda revolta que aqueles acontecimentos em Gibeá inculcaram, no coração do viajante.
19.29 Despedaçou. O verbo usado no original é o mesmo usado para o ritual dos sacrifícios (Êx 29.17; Lv 1.6; 8.20). As doze partes (cf. o caso de Saul, 1 Sm 11.1-8) simbolizavam as doze tribos de Israel, deixando clara integral responsabilidade da nação, diante de Deus, e diante daquela abominação dos benjamitas.
19.30 A importância deste acontecimento revela-se no fato da unificação da nação de Israel, o que não acontecera até então.