Interpretação de Gênesis 17



Interpretação de Gênesis

Interpretação de Gênesis 17


Novas Promessas, e a Reação de Abraão. 17:1-27.
1. Eu sou o Deus Todo-poderoso (El Shadday). Treze anos mais tarde Deus apareceu a Abrão, trazendo uma reafirmação, um desafio e uma promessa ainda mais rica. Mudou o nome de Abrão e o de sua mulher. Deu-lhe orientação específica quanto ao rito da circuncisão. O nome divino El Shadday, com sua mensagem, “Nada é impossível a Deus, que é Todo-poderoso e Todo-suficiente”, deve ter encorajado Abrão de maneira fora do comum. A palavra El Shadday evidentemente chama a atenção para esses dois atributos de Deus. Mestres judeus da antiguidade declaravam que tem sua origem em sh-da que significa “Aquele que é suficiente”. Alguns mestres vêem sua origem na raiz sheidad, “destruir”. Outros o relacionam com a palavra assíria sheidu, “montanha”. A LXX nos dá hikanos, “suficiente”. Talvez o tradutor deveria ficar o mais próximo possível do significado de “Todo-poderoso”, especialmente porque a palavra El fala de poder. Aquele que tem todo o poder também tem todos os recursos de suprir cada necessidade do seu povo.
Anda na minha presença, e sê perfeito. Um Deus assim podia fazer tais exigências. “Andando com Deus” é o que se lê na narrativa de Enoque. Agora Abrão recebeu a ordem de tornar sua vida diária (pensamentos, palavras e atos) diante de Deus inteiramente agradável ao olho que tudo vê. O hebraico teimin, perfeito, tem o sentido de “imaculado”. Mas vai além desse sentido ao sugerir um todo completo, cada setor preenchido completamente.
3-8. Humilde e reverentemente Abrão caiu ao chão para adorar. A paciência de Deus trouxe o patriarca a uma atitude íntima certa que tomaria possível a mudança do seu nome, a renovação da aliança e a repetição das promessas. Abrão, seu nome de nascimento, costuma ser definido como pai exaltado. O nome Abraão não tem significado hebraico, mas a nova afiança associada ao novo nome, enfatiza, a missão mundial do patriarca como representante de Deus diante dos povos da terra (cons. Rm. 4:16, 17). Privilégios mais elevados resultariam em responsabilidades mais pesadas. Deus prometeu dar orientação especial em cada passo de sua nova jornada da fé e obediência.
9-14. Circuncidado. Como símbolo ou sinal da aliança, Abraão e seus descendentes teriam de adotar o rito da circuncisão e obedecer rigorosamente aos regulamentos à mesma referentes. Assim apresentariam aos povos vizinhos um lembrete perpétuo de sua dedicação e completa sujeição a Jeová. A circuncisão não era um rito novo. Nem se limitava ao povo hebreu. Era largamente praticado em muitas regiões do mundo, especialmente no Egito e Canaã. Os assírios e babilônios, entretanto, recusavam-se a participar dele. Observe que Davi se refere desdenhosamente a Golias chamando-o de “filisteu incircunciso” (I Sm. 17:26; cons. 14:6). Deus ordenou a Abraão que selasse a aliança entre eles com o símbolo ou sinal da circuncisão. Isto seria para sempre “o sinal externo e visível de uru relacionamento interior e invisível”. Toda criança do Sexo masculino da casa de Abraão tinha de experimentar este divinamente ordenado ritual no oitavo dia depois do nascimento.
15,16. Sara. O nome Sarai fora usado pela esposa de Abraão durante muitos anos. Agora Deus ordenou que o seu nome fosse mudado para Sara, Princesa. É a forma feminina de sar, “príncipe”. Este novo nome enfatizava o papel da esposa de Abraão a ser desempenhado no futuro, como a mãe das nações. Abraão é considerado como o “Pai Abraão” pelos judeus, maometanos e cristãos. Seria bom lembrar que Sara também teve papel vital no drama dos séculos.
17-22. Novamente se prostrou Abraão, rosto em terra, diante do senhor. Deus tinha predito que o tão esperado filho nasceria realmente de sua própria esposa. Embora Sara tivesse noventa anos de idade, teria contudo a alegria de receber um filho, através do qual as promessas da aliança divina seriam realizadas. Abraão tinha chegado a considerar Ismael o seu herdeiro e a crer que as douradas promessas tinham de se realizar através dele (cons. v. 18). Agora recebia a palavra segura de que baque nasceria para ser o filho da promessa. Abraão. . . se riu (v. 17). Ele estava atônito. Aqui não se insinua que houvesse incredulidade, mas antes vê-se evidência de espanto e grande alegria. Abraão não tinha capacidade de compreender esse aviso tão pasmoso. O hebraico sheiheiq significa “rir”. É o verbo que forma a raiz para a palavra Isaque, Compare a reação de Sara e o seu riso em 18:12. Aqui há uma diferença decisiva nos motivos do riso nos dois exemplos.
23-27. Abraão agiu pela fé e com espírito obediente executou a ordem de Deus. Imediatamente instituiu o ritual da circuncisão em todo o seu grupo. Ismael estava entre os circuncidados. Abraão estava obedecendo a Deus e tornando-se, tanto ele como a sua família, qualificado para a realização das promessas divinas. O plano do Senhor de alcançar e abençoar todas as nações estava caminhando para a realização.



Mais estudos bíblicos sobre o Livro de Gênesis

Interpretação de Gênesis 17 Interpretação de Gênesis 17 Reviewed by Biblioteca Bíblia on segunda-feira, julho 11, 2016 Rating: 5
Tecnologia do Blogger.