Interpretação de Êxodo 30



Interpretação de Êxodo

Interpretação de Êxodo 30

(Interpretação da Bíblia)



Orientação Final Relativa ao Tabernáculo. 30:1-38.
a) O Altar do Incenso. 30:1-10.
Este pequeno altar, feito de madeira de acácia revestida de ouro, é chamado muitas vezes de “altar de ouro” (39:38; 40:5, 26; Nm. 4:11) em contraste com o altar de bronze dos sacrifícios. Tinha 45,7 cms de lado por 91,4 cms de altura. Sobre os quatro cantos superiores havia chifres. Havia uma moldura à volta do altar e, abaixo desta, sobre os cantos, argolas de ouro para se transportar o altar. O altar ficava no Lugar Santo, diretamente em frente ao véu que o separava do Santo dos Santos e da arca. A íntima relação entre o altar e a arca parece estar mencionada em Hb. 9:4. (A E.R.C. traduz erradamente incensário.)
Sobre este altar só se queimava incenso, e só a mistura prescrita por Deus (Êx. 30:34 -38 ). Este altar, o símbolo da mais íntima ligação entre Deus e o homem, também tinha de ser purificado pelo sangue expiador cada ano (v. 10). “A ligação entre a oferta de incenso e a oferta queimada está indicada na regra de que tinham de ser oferecidas ao mesmo tempo. Ambas as ofertas eram sombras da devoção de Israel ao seu Deus, enquanto o fato de serem oferecidas diariamente comprovava que esta devoção era constante e ininterrupta. Mas a distinção entre ambas consistia em que, na oferta queimada ou inteira, Israel consagrava e santificava toda a sua vida e ação, em corpo e alma ao Senhor, enquanto que na oferta do incenso suas orações materializavam-se como a exaltação do homem espiritual a Deus . . . a oferta do incenso pressupunha reconciliação com Deus. . . . Sob este aspecto, a oferta do incenso não era apenas espiritualização e transfiguração da oferta queimada, mas uma conclusão desta oferta também” (KD).
b) O Pagamento do Resgate. 30.11-16.
Cada israelita, de vinte anos para cima (v. 14) tinha de pagar a metade de um siclo (cerca de 40 centavos de dólar americano) a Jeová, como expiação pelas vossas almas (v.15). “Não era um tributo comum... que Israel tinha de pagar a Jeová como seu Rei, mas um ato exigido pela santidade da aliança teocrática. Como expiação pelas almas, apontava para a falta de santidade da natureza de Israel, e fazia o povo se lembrar continuamente, de que por natureza estava alienado de Deus, e que só podia conservar-se na aliança com o Senhor e viver em Seu reino com base em Sua graça, a qual cobria seus pecados. Só quando esta natureza pecadora fosse santificada por uma expiação perfeita, e a servidão sob a lei fosse glorificada e inteiramente transformada em filiação para a qual Israel fora chamada... só então, como filhos do reino, já não teriam mais de pagar este resgate por suas almas” (KD; cons. Mt. 17:25,26). Todo aquele que passar ao arrolamento (v. 13). Fosse contado no recenseamento (RSV).
c) A Bacia de Bronze. 30:17-21.
Era uma bacia com água colocada entre o altar de bronze e o Tabernáculo, na qual o sacerdote lavaria as mãos e os pés antes de entrar no Lugar Santo. Não temos nenhuma descrição do tamanho ou formato desta bacia. Por meio desta bacia, a necessidade da purificação diária daqueles que servem o Senhor foi não simplesmente sugerida, mas exigida (v. 20).
d) A Santa Unção. 30:22-33.
Um azeite perfumado, misturado de acordo com uma receita específica, devia ser preparado para a unção sacramenta. Para marcar a santidade daquilo que era separado para o Senhor, qualquer outro uso para o azeite foi proibido (v.33). Mirra fluída (v. 23). Bálsamo líquido. Duzentos e cinqüenta siclos. Cerca de 7,27 kgs. Cinamomo. Naquele tempo, uma especiaria rara e cara. Cálamo aromático. Uma cana aromática, possivelmente a mesma que, nos tempos tradicionais, vinha da Índia. Cássia (v. 24). Uma espécie de canela. Ao todo, cerca de 21,8kgs de especiarias, secas e reduzidas a pó, misturadas com 6,8 litros de azeite de oliva e composto segundo a arte do perfumista (v. 25).
4) O Incenso Sagrado. 30:34-38.
O incenso para ser usado para a adoração também foi cuidadosamente prescrito, e o seu uso para propósitos comuns foi proibido (vs. 37, 38). Assim a fragrância do azeite sagrado e do incenso, quando usados no serviço do Tabernáculo, tinha de ser único e inconfundível, um lembrete para o povo, a cada vez que aspirassem dele, de que Deus estava no seu meio. Estoraque (v. 34; lit., aquilo que goteja). A palavra é simplesmente uma transliteração da LXX e um termo usado na Vulgata. É uma espécie de mirra muito perfumada. Também tem sido identificada com o látex do estoraque, “um arbusto findo e perfumado, abundante nas colinas da Palestina” (Cambridge Bible). Onicha. Também uma transliteração da LXX e da Vulgata; é a concha de um certo molusco reduzida a pó, ainda hoje colhida e usada para fabricação de incenso e perfume. Gálbano. Uma resina amarga e picante, também usada na medicina; contribuía com sua acidez junto aos outros ingredientes. Incenso puro. Outra resina de látex de árvores encontradas antigamente, principalmente no sul da Arábia. Temperado (v. 35). Literalmente, salgado, como símbolo de purificação ou para produzir combustão mais rápida; possivelmente os dois motivos. Os ingredientes deviam ser misturados juntos e desmanchados em uma massa sólida (v. 36). Depois pequenas porções seriam quebradas e reduzidas a pó para serem jogados sobre as brasas vivas do altar.

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