Interpretação de Êxodo 28



Interpretação de Êxodo

Interpretação de Êxodo 28

(Interpretação da Bíblia)


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4) As Roupas e a Consagração dos Sacerdotes. 28:1 - 29:46.
Arão e seus filhos foram escolhidos por Jeová para serem os sacerdotes, os mediadores, de Israel. Era uma ordenança nova, como os regulamentos para o santuário e os sacrifícios. Os críticos insistem que a restrição do sacerdócio à família de Arão é um reflexo dos tempos pós-Exílio. Mas se houve um Tabernáculo, devia haver também um sacerdócio declarado. Não há nenhuma prova na história subsequente de Israel de que, exceto em circunstâncias extraordinárias, alguém além dos filhos de Arão teria atuado como sacerdote.

Êxodo 28
a) Orientação Quanto à Escolha dos Sacerdotes e Sua Vestimenta. 28:1-5.
b) A estola sacerdotal. 28:6-14.
Esta era a parte mais importante da vestimenta do sumo sacerdote. Era uma espécie de colete ou avental, finamente bordado. Consistia de duas peças, frente e costas, unidas nos ombros por meio de tiras ou ombreiras (v. 7), e amarradas na cintura por meio de um cinto que fazia parte da próprio estola sacerdotal (v. 8). Sobre cada ombreira havia uma pedra de ônix engastada em filigrana de ouro, sobre as quais estavam gravadas os nomes das doze tribos de Israel, seis em cada pedra. Assim simbolicamente o sacerdote levava sobre os seus ombros a responsabilidade de todo Israel como seu representante diante de Deus. As cores e o material da estola sacerdotal (v. 6) correspondem às cores e tecido do santuário, identificando assim o santuário e o ministro. Em lugar dos querubins, entretanto, a estola sacerdotal era toda bordado com fino fio de ouro entretecido com as outras cores (v. 8). Cinto de obra esmerada. Faixa habilmente tecida (ASV, RSV).
10. Segundo a ordem do seu nascimento. Na ordem das idades dos seus ancestrais, os filhos de Jacó.
11. Engastadas ao redor. Engastes (ASV), engastes de filigrana de ouro (RSV).
c) O Peitoral. 28:15-29.
O peitoral ou “bolso” do juízo, era uma sacola do mesmo tecido da estola sacerdotal. Era feito de um só pedaço de tecido, dobrado para formar um bolso, de nove polegadas por nove. Sobre este bolso, engastadas em ouro, doze pedras preciosas, quatro carreiras de três cada, sobre as quais estavam gravados os nomes das doze tribos. O bobo era preso à estola sacerdotal por meio de duas correntes de ouro, que se prendiam em argolas de ouro nas pontas superiores do bobo e as prendiam às ombreiras da estola sacerdotal (vs. 22-25). Através de outras argolas dos cantos de cima, o bobo era preso ao cinto da estola sacerdotal por meio de fitas azuis (vs. 26-28 ).
Quando o sumo sacerdote ministrava o santuário, levava consigo as responsabilidades e as necessidades do seu povo não apenas no local de sua força, os ombros, mas também sobre o seu coração, para que com sabedoria e compaixão ele pudesse ser seu mediador diante de Jeová (v. 29).
A identidade de algumas das pedras do peitoral (vs. 17-20) é muito incerta. E uma vez que os primeiros tradutores da Bíblia também estavam incertos quanto à identificação, suas traduções são bastante inconsistentes. A identificação abaixo representa um consenso de opiniões de autoridades modernas.
17. Sárdio. Possivelmente cornalina ou jaspe vermelho. Topázio. Uma pedra amarela ou verde, possivelmente crisólito. Carbúnculo. Esmeralda ou cristal de rocha.
18. Esmeralda. Uma pedra vermelha, obviamente não é uma esmeralda; ou rubi ou granada. Safira. Antes lápis lazuli que safira. Diamante. Ou cristal ou sardônica. Não há evidências de que o diamante fosse conhecido dos antigos.
19. Jacinto. Uma estratificada pedra vermelha e branca, ou quartzo. Ágata. Devidamente nomeada, uma pedra vermelha opaca. Ametista. A mesma pedra lilás que chamamos por este nome.
20. Berilo. Ela mesma ou calcedônia; possivelmente jaspe amarelo. Ônix. O mesmo ônix da atualidade. Jaspe. Berilo ou jaspe verde.
27. A orientação para se fixar a parte inferior do peitoral não está clara, mas provavelmente é como ficou acima explicado. Moffatt traduz: na parte inferior do avental, perto da juntura das ombreiras e acima da fita artística.
d) O Urim e o Tumim. 28:30.
As palavras hebraicas significam luzes e perfeições. A LXX traduz para revelação e verdade. “O que o Urim e o Purim era realmente, não se pode determinar com certeza, nem dos nomes propriamente ditos, nem de quaisquer outras circunstâncias relacionadas com eles. Talvez fossem um certo meio concedido pelo Senhor ao Seu povo para se garantir a iluminação, sempre que a congregação dela precisasse para orientação de seus atos; e por meio do qual os direitos de Israel, quando postos em dúvida ou em perigo, fossem restaurados, e . . . este veículo ligava-se com a vestimenta oficial do sumo sacerdote, embora seu caráter preciso não possa ser melhor determinado” (KD; cons. Nm. 27:21; 1 Sm. 28:6; Ed. 2:63).
e) Sobrepeliz da Estola Sacerdotal. 28:31-35.
Era tecida de um só pedaço, com orifícios para os braços, sem mangas. Vestia-se pela cabeça e provavelmente chegava até os joelhos. À volta da barra da saia pequenas campainhas douradas alternavam-se com romãs de lã torcida. As romãs têm sido consideradas como símbolo da Palavra de Deus, uma fruta doce e refrescante, e as campainhas como o som desta Palavra (cons. Sir (ou Eclesiástico) 45:9 ). Será debruada . . , como a abertura de uma saia de malha (v. 32). O debrum era para evitar que a beirada se rasgasse.
35. Para que não morra. Simples sacerdotes não tinham permissão de entrar no Santo dos Santos, a presença imediata de Jeová. “Este privilégio era restrito ao representante de toda a congregação . . . e até mesmo ele só podia fazê-lo quando usasse o manto da palavra de Deus, na qualidade do portador do testemunho divino sobre o qual se baseava a comunhão da aliança com o Senhor” (KD).
) O Turbante. 28:36-38.
A mitra do sumo sacerdote era um turbante de fino linho branco (v. 39), na frente do qual estava afixado, por meio de uma fita azul, uma placa de ouro sobre a qual estavam gravadas as palavras. “Santidade a Jeová”. Assim o oficio e a pessoa do sumo sacerdote eram destacados por Deus diante do povo, até que viesse Aquele que é Santo (cons. Hb. 7:26).
37. Mitra. O termo usado pela E.R.A, e E.R.C. é enganoso, uma vez que o turbante não tinha nenhuma semelhança com o moderno conceito de mitra. Assemelhava-se mais ao turbante comumente usado no Oriente.
38. Para que Arão leve a iniquidade. O sumo sacerdote foi exaltado à posição de mediador expiador de toda a nação; e com o seu oficio associava-se a intercessão expiatória.
g) A Túnica. 28:39.
A túnica ou casaco era tecida de linho em padrão quadriculado e era usada junto ao como, sob a sobrepeliz da estola sacerdotal. De acordo com Josefo (Antiq. III, 7.2), a túnica ia até os pés e tinha mangas justas. Era presa ao como com uma faixa de rico colorido ou cinto bordado igual às tapeçarias do santuário.
h) Roupas dos Sacerdotes Comuns. 28:40-43.
Embora fossem descritos como sendo “para glória e beleza”, eram vestimentas muito simples. Havia uma túnica igual à que vestia o sumo sacerdote, mas de colorido simples, amarrada com uma faixa que não tem maiores descrições. Sobre a cabeça havia uma boina, que era ou uma faixa de linho à volta da cabeça, ou, mais provavelmente, um boné sem pala. Por baixo da túnica os sacerdotes usavam calções ou ceroulas de linho. É preciso lembrar que o linho era caro e muito procurado naquele tempo, e até as peças menos importantes da vestimenta dos sacerdotes era feita desse fino material. Por meio dessas vestimentas, os sacerdotes escolhidos por Jeová, destacavam-se oficialmente como Seus representantes. Deixar de usá-las quando se aproximassem do Tabernáculo (v. 43), fazendo-o na sua própria virtude e direitos pessoais, era provocar o juízo e a morte.


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