Interpretação de Êxodo 24



Interpretação de Êxodo

Interpretação de Êxodo 24

(Interpretação da Bíblia)




4) A Ratificação da Aliança. 24:1-11.
1,2. Estes dois versículos são na realidade a conclusão das palavras do Senhor no capítulo precedente. Deus deu a Moisés orientação quanto à ratificação da aliança, a qual diferia das ordenanças a serem transmitidas a todo o povo. Arão e seus dois filhos mais velhos, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos deviam adorar “de longe”, enquanto Moisés se aproximava do Senhor. O restante do povo não devia subir a montanha.
3. Palavras... estatutos. Ordens positivas e decisões relacionadas a casos particulares (o conteúdo de 20:22 – 23:33) foram transmitidas ao povo. O Decálogo talvez não fosse incluído, uma vez que todo Israel o ouviu do próprio Jeová. “Era necessário que o povo não apenas soubesse o que o Senhor lhe impunha por meio da aliança que estava para ser estabelecida, e o que Ele lhe prometia, mas também que declarasse sua disposição de cumprir o que lhe era imposto” (KD).
4. Altar . . . colunas. “Como o altar indicava a presença de Jeová sendo o lugar onde o Senhor viria ao Seu povo para o abençoar (20:24), assim as doze colunas, ou pedras de divisa, não serviriam como meros memoriais da consumação da aliança, mas deviam indicar o lugar das doze tribos e também representar sua presença” (KD).
5. Jovens. Não eram primogênitos nem sacerdotes araônicos, mas homens escolhidos por Moisés para este ato em particular, talvez “os membros mais fortes e mais ativos da comunidade” (Cambridge Bible). Holocaustos, e sacrifícios pacíficos. É significativo que não se falasse em oferta pelos pecados. Era um povo redimido, que agora, por meio desses sacrifícios de dedicação e comunhão, estava se empenhando e penetrando em uma comunhão íntima e entrelaçada com o seu Redentor.
7. O livro da aliança. O livro escrito por Moisés (v. 4) contendo as leis de 20:22 - 23:33.
8. “No sangue aspergido sobre o altar, a vida natural do povo estava sendo entregue a Deus, como uma vida que passou pela morte, para ser permeada pela Sua graça; e então por meio da aspersão do povo, ela lhe era novamente restaurada como uma vida renovada pela graça de Deus... tornava-se uma força vital, santa e divina, unindo Israel e o seu Deus... uma transposição de Israel para o reino de Deus, no qual ele se enchia dos poderes do espírito divino da graça e era santificado para ser um reino de sacerdotes, uma nação santa (19:6)” (KD). A respeito de todas estas palavras. Com base em todos esses regulamentos (American Trans.).
9-11. A ceia da aliança foi celebrada por Israel nos seus representantes. E viram o Deus de Israel (v. 10). “Não devemos ultrapassar os limites do cap. 33:20-23 em nossa concepção do que foi a visão de Deus; ao mesmo tempo devemos considerá-la uma visão de Deus em alguma forma de manifestação, que tornou a natureza divina discernível ao olho humano. Nada se diz da forma na qual Deus se manifestou” (KD).
B. Orientação para o Santuário e o Sacerdócio. 24:12 - 31:18.
Tendo sido estabelecida a aliança, ainda havia a necessidade “de se dar uma forma externa definida à aliança concluída com o Seu povo e edificar um laço visível de comunhão na qual Ele pudesse se manifestar ao povo e este pudesse se aproximar dEle” (KD). Por causa disso Moisés foi chamado à montanha por um longo período. A construção do santuário não devia ser deixada aos cuidados dos projetos dos homens. “A orientação divina estendeu-se a todos os detalhes, porque todos eram importantes em relação aos desígnios de Deus” (KD). Ao mesmo tempo, a ausência de Moisés serviu de teste para a sinceridade da recente dedicação e voto do povo.
1) Moisés Sobe à Montanha. 24:12-18.
12. As tábuas de pedra deviam ter nelas inscrito o Decálogo (31:18). A lei e os mandamentos, incluindo, provavelmente, as instruções (tora) para o santuário e o sacerdócio, e as leis contidas no Levítico e no Deuteronômio.
13. Josué acompanhou Moisés à montanha, mas parece que não se encontrava com Moisés quando Jeová lhe entregou as leis.
14. Os anciãos. Não necessariamente apenas os setenta de 24:1. Arão e Hur ficaram substituindo Moisés em sua ausência.

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