Interpretação de Êxodo 21



Interpretação de Êxodo

Interpretação de Êxodo 21

(Interpretação da Bíblia)



b) Relacionamentos Civis e Sociais. 21:1 – 23:13.
Êxodo 21
21:1-11. O Escravo Israelita. Esta lei trata apenas dos escravos hebreus; escravos estrangeiros são considerados em Lv. 25:44-46. Hebreus podiam vir a se tornarem escravos por sua própria vontade, por causa de pobreza, ou qualquer outra desgraça particular. Os regulamentos garantiam-lhes que fossem tratados como irmãos sob tais circunstâncias. Alguém já sugeriu que estas não eram propriamente leis a serem impostas, mas antes direitos humanos a serem observados (KD, por exemplo).
2. Sétimo (ano). O ano sabático, o fim do trabalho (cons. 21:2; 23:10, 11).
3,4. O escravo deve sair na mesma condição pessoal em que entrou.
6. Aos juízes. Embora a palavra seja Elohim, geralmente usada para com Deus, a transação em questão, sem dúvida, realizava-se diante de juízes que agiam como representantes da justiça divina (cons. Sl. 82:6; Jo. 10:35). À porta. Ficava assim preso à casa para sempre, simbolicamente, pelo ouvido (orelha) que é o órgão da audição e obediência.
7-11. Para a escrava a ordem é diferente, a qual, como concubina ou mesmo esposa, podia se tornar parte da casa do seu senhor. Ela era protegida por três regulamentos: não podia ser vendida a um gentio, num tipo de escravidão completamente diferente (v. 8); se fosse tomada por esposa de um filho, devia ser tratada como filha (vs. 9,10); se não recebesse o alimento, as roupas e os direitos de uma esposa, devia ser libertada (v. 11). O pai, que por causa das circunstâncias fora assim forçado a dispor de sua filha, não a vendia para uma escravidão cruel, mas a enviava para uma casa onde sena tratada tão bem quanto na sua própria.
12-17. Crimes Capitais. A santidade da vida destaca-se por estas leis contra o homicídio, rapto e dolência. Deus refreia a violência dos homens pecadores por esta sanção de justiça estrita. Deus lhe permitiu (v. 13). Nós diríamos “acidentalmente”, mas para o hebreu não havia “acidentes” em um mundo onde Deus reinava supremo.
18-32. Injúrias Físicas, quer Infligidas por Homem ou Animal. Aqui novamente se destaca o valor do indivíduo diante de Deus. Estas também se encaixam mais na qualidade de advertências e não de ordens: ferimento resultante de uma briga (vs. 18,19); ferimento produzido em escravo (vs. 20, 21); ferimento em mulher grávida (vs. 22.25).
22. Sem maior dano, isto é, além da perda da criança, nenhuma injúria permanente resultou. Os versículos 23-25 apresentam a lex talionis (lei da retaliação) tão freqüentemente citada como típica das severas leis do V.T. Deve-se notar em primeiro lugar que esta ordenança se restringe a questões de prejuízos físicos apenas. Segundo, seu propósito não era reforçar a regra, mas refrear a vingança apaixonada, a qual, devido a um leve ferimento, muitas vezes revidava com a morte e a destruição. Os escravos deviam ser libertos em retribuição de uma injúria permanente (vs. 26, 27). Quando os homens sofressem injúrias físicas provocadas por animais, os proprietários eram os responsáveis (vs. 28-32).
21:33 – 22:17. Leis Referentes à Propriedade.
33-36. Ferimentos Produzidos por Animais. Nestes casos a responsabilidade era estabelecida por negligência ou falta de precaução. Deixar aberta uma cova (v. 33). Isto se refere a cisternas para armazenamento de água ou cereais. “Estou espantado com a imprudência com a qual poços e covas ficam descobertos e desprotegidos por todo este país” (Thomson, The Land and the Book, II, 283; cons. 1, 89, 90; II, 194; III, 458). 

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