Interpretação de Êxodo 19



Interpretação de Êxodo

Interpretação de Êxodo 19

(Interpretação da Bíblia)




II. Israel no Sinai. 19:1 - 40:38.
O ano da peregrinação ao Sinai teve dois resultados: 1) Israel recebeu a Lei de Deus e foi instruída nos caminhos de Deus; e 2) a multidão que escapou do Egito foi unificada, dando começo a uma nação. Este período é da maior importância para compreendermos a vontade e o propósito de Deus conforme revelado no restante do V.T. Este é o ponto central do que tão freqüentemente as Escrituras chamam de “a Lei”. O registro da viagem ao Sinai e a doação da Lei ali, ocupam não só o restante do Êxodo, mas também o livro do Levítico e os primeiros capítulos de Números.
A hipótese de Graf-Wellhausen, promulgada no século dezenove, que negou até mesmo a existência de um Tabernáculo, fez destas leis um simples reflexo dos costumes de séculos posteriores. Na primeira metade deste século temos um reverso desta filosofia, de modo que agora praticamente todos os mestres estão prontos a admitir que a estrutura e o coração da Lei são mosaicos. Críticos ainda insistem que a Lei, como nós a conhecemos aqui, foi modificada a partir do original e consideravelmente criticada em séculos posteriores. Embora não seja de todo impossível que conceitos e ordenanças fossem incluídos mais tarde, aqueles que consideram a Lei como uma revelação de Deus, aceitam-na na sua forma presente como sendo substancialmente aquilo que Moisés recebeu. Mesmo os críticos que negam isto teoricamente, acham que é difícil decidir qual das ordenanças teriam sido posteriormente acrescentadas.
A. Estabelecimento da Aliança no Sinai. 19:1 – 24:11.
A história da chegada ao Sinai e à apresentação divina da Sua aliança, segue-se o assim chamado Livro da Aliança (caps. 20.23), no qual se estipula o código básico. Depois segue-se a narrativa da ratificação da aliança pelo sacrifício e aspersão do sangue.
Êxodo 19
1) Chegada ao Sinai e Preparação para a Aliança. 19:1-25.
19:1. No primeiro dia. A tradição judia acha que foi o dia do Pentecoste, e que o propósito da Festa do Pentecoste era celebrar a doação da Lei. Contudo, a expressão é muito generalizada para indicar qualquer dia em particular. Deserto de Sinai. A cadeia de montanhas meridional, situada na ponta da península triangular, tem três pontos elevados. Os árabes chamam o pico central de Jebel Musa; o do sul, Jebel Hum; e o terceiro, Jebel Serbol. Cada um desses montes tem sido declarado como sendo o Sinai das Escrituras, mas desde o quarto século A.D., pelo menos, o Jebel Musa tem sido o mais ampla e consistentemente defendido. O deserto do Sinai deve ser uma planície perto da montanha (v. 2), suficientemente grande para Israel acampar ali. Tal lugar foi encontrado em Er-Raha, ao norte do Jebel Musa, ou no Wadi es-Sebayeh, ao leste.
O primeiro tem cerca de quatrocentos acres (1 acre - 4.047m2) de extensão, bastante amplo para qualquer número de hebreus. Partindo do er-Raha, o Wadi ed-Deir, “Vale da Aliança”, leva a uma selada entre Jebel Musa e Jebel ed-Deir, onde se localiza o famoso mosteiro de Sta. Catarina. O mosteiro foi construído por Justiniano em 527 a.C., em um local já anteriormente ocupado por uma igrejinha que identificava o lugar, onde se cria, que Deus tinha aparecido a Moisés em uma sarça ardente. O Wadi es-Sebayeh é um vale longo e estreito, não tão cômodo como o Er-Raha, mas com melhor acesso à montanha. É difícil, se não impossível, decidir qual destes picos e vales se encaixam na descrição dada nas Escrituras.
3. Casa de Jacó. O nome de Jacó lembra as profundezas das quais Deus os tirou.
4. Sobre asas de águias. Uma alusão a uma espécie de abutre, ave grande e majestosa, muito abundante na Palestina.
5. A aliança se baseava sobre o fato realizado da redenção do Egito, uma redenção que Israel recebera pela fé. “A teocracia estabelecida pela conclusão da aliança foi apenas o meio adotado por Jeová para fazer do Seu povo escolhido um corpo real de sacerdotes; e a guarda da aliança era a indispensável condição subjetiva da qual dependia a consecução deste destino e glória determinados” (KD). Devemos também nos lembrar que a Lei não anulou a aliança feita com Abraão (Gl. 3:17). “A aliança da lei levantou-se com base na aliança anterior da graça, e procurou executá-la na direção de suas conseqüências legitimas e devidos frutos” (Patrick Fairbaim, The Typology of Scripture, II, 143). Propriedade peculiar. Minha estimada possessão (Moffatt).
6. Sacerdotes e nação santa. “Assim como o sacerdote é um mediador entre Deus e o homem, Israel foi chamada para ser o veículo do conhecimento e da salvação de Deus às nações da terra. . . Ele escolheu Israel por Sua propriedade, para torná-la uma nação santa, se atendesse a Sua voz e guardasse a Sua aliança” (KD).
8. Tudo o que o Senhor falou, faremos. O povo de Israel sem dúvida não percebeu todas as implicações do seu voto. Como também o cristão não compreende tudo o que está vinculado ao ato dele se apresentar como “um sacrifício vivo” a Deus. Em ambos os casos há uma reação da fé para a expressão da vontade de Deus, o Redentor.
9. Creiam sempre. A aparição do Senhor impressionaria o povo e ao mesmo tempo reforçaria a autoridade de Moisés.
13. Tocará. Um transgressor não devia ser seguido à montanha, mas apedrejado ou flechado à distância. Buzina. Antes, chifre de carneiro (Moffatt); esta não é a mesma palavra usada nos versículos 16, 19.
16. A vã tentativa de determinar que tipo de fenômeno foi descrito aqui – terremoto, vulcão, ou tempestade – erra o alvo, pois fosse o que fosse, era simplesmente a manifestação da presença do Senhor. Não foi um distúrbio natural que convenceu um povo supersticioso da presença de Deus; foi o próprio Deus tomando conhecida a Sua presença.
21. Desce, adverte. Esta não é uma confusão de duas narrativas, mas uma repetição da ordem que já foi dada em 19:12.
22. Sacerdotes. “Não os sacerdotes levíticos, que ainda não tinham sido escolhidos, mas aqueles que até então desempenhavam as obrigações do ofício sacerdotal de acordo com o direito e costume natural” (KD).


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