Eclesiastes 3:1-22 — Significado e Explicação



SIGNIFICADO, EXPLICAÇÃO, ESTUDO, ECLESIASTES 33.1 — “O seu tempo [...] e há tempo.” As duas ocorrências da palavra “tempo” costumam ser interpretadas como momentos específicos, e não como um período contínuo. A expressão “debaixo do céu,” ou seja, “debaixo do sol,” refere-se a vida na terra.

3.2 — Os pares de palavras “nascer e morrer, plantar e arrancar” são apontados como acontecimentos naturais da vida, e todos estão sob o comando do Deus vivo.

3.3 — A expressão tempo de matar sugere que no plano de Deus há uma época específica para executar assassinos (Gn 9.6) e para se guerrear contra inimigos indicados por Ele. Do mesmo modo, tempo de derribar significa que há um momento determinado para demolir muralhas, edificações de pedra e até mesmo nações (Is 5.5; Jr 18.7,9).

3.4 — Chorar [...] rir. O plano de Deus inclui tanto tristezas como alegrias. Os crentes não pranteiam do mesmo modo que os descrentes (1 Ts 4-13), mas não deixam de prantear (Mt 5.4). Dançar e saltar são formas naturais de demonstrar alegria, prazer e contentamento pela presença do Senhor (Êx 15.20; SI 149.2,3; 150.4) e pelas épocas de satisfação pessoal (Lc 15.25).

3.5 — Em tempos de paz, pedras eram tiradas dos campos, permitindo o cultivo. Durante as guerras, eram atiradas a eles para que não pudessem ser usados (2 Rs 3.19,25). Quanto ao verbo “abraçar”, neste contexto trata do envolvimento sexual.

3.6 — “Guardar [...] deitar fora.” Há uma época da vida em que a pessoa deseja acumular coisas para desfrutar delas e de suas lembranças; um tempo depois, e necessário pensar em formas de livrar-se do que foi amontoado.

3.7 — Quando alguém recebia más notícias, era costume rasgar as próprias vestes para demonstrar a dor (2 Sm 13.31). Quando findava a situação desagradável, era possível coser de novo a vestimenta. No que diz respeito a estar calado e a falar, leia sobre as duas maneiras de reagir ao tolo em Provérbios 26.4,5.

3.8 — Neste versículo, a primeira parte identifica o termo positivo amar antes, e o negativo aborrecer depois. A segunda parte emprega a ordem invertida, o negativo depois o positivo, para terminar em paz.

3.9 — Que vantagem tem o trabalhador naquilo em que trabalha? É a mesma pergunta feita em Eclesiastes 1.3. No versículo em análise, a resposta é que tudo na vida reflete o plano de Deus. O esforço do homem e incapaz de modificar o tempo, as circunstancias e o domínio que Deus tem sobre o destino que reservou para ele.

3.10 — A palavra “trabalho” pode ter uma conotação neutra, como neste versículo (ver Ec 5.3; 8.16), ou negativa (algo incomodo), como em Eclesiastes 1.13; 2.23,26; 4-8; 5.14.

3.11 — “Tudo na criação de Deus é formoso.” A mensagem neste versículo e que Deus faz tudo ser assim em seu tempo. Da perspectiva divina, não há feiura nos acontecimentos de nossa vida (Ec 3.1-8). A expressão “o mundo no coração deles” se refere ao impulso profundamente enraizado e compulsivo no homem de transcender sua mortalidade e descobrir o sentido e o destino do mundo. Como somos feitos a imagem de Deus, possuímos uma vontade inquiridora inata a respeito de realidades eternas. Só encontramos a paz quando conhecemos nosso Criador. E mesmo neste momento, conhecemos Deus apenas em parte (1 Co 13.12). Tudo o que vemos é um micromomento de nossa existência frente à eternidade, ou seja, não é possível descobrirmos a obra do Senhor desde o princípio até ao fim. Neste sentido, as Escrituras conclamam o ser humano a viver firmado numa fé sólida, principalmente nos momentos de dor e tribulação; no plano existencial superior, Deus tornará tudo formoso.

3.12, 13 — Não há coisa melhor. Conforme Eclesiastes 2.24, o sábio aconselha-nos a aproveitarmos o dia na alegria do Senhor. Na passagem em questão, a fé bíblica reafirma essa ideia e conclama a alegria, expressa pelos verbos “alegrar” e “gozar”, mesmo enquanto vivermos em um mundo perverso e sob enorme aflição; isto se deve ao verdadeiro contentamento que encontramos no Deus vivo.

3.14,15 — As obras de Deus são duradouras. Como aconselham os textos em Deuteronômio 4.2 e 12.32 e em Provérbios 30.6, nada se pode acrescentar e nada se pode tirar das palavras ditas pelo Senhor. Isso e exigido para que haja temor diante dele, O temor a Deus na literatura que instrui o homem se refere a legitima consagração, e não ao terror (Ec 5.7; 12.13).

3.16, 17 — O termo “juízo” também pode ser traduzido como “justiça”, tornando o contraste ainda maior entre as palavras. Era ultrajante que, nos próprios estabelecimentos em que as pessoas deviam receber justiça, só encontrassem impiedade. O autor de Eclesiastes alerta os juízes ímpios de que Deus, o Juiz dos juízes, vira para retificar todo erro e trazer a verdadeira justiça. Este tema é tão proeminente no livro que Salomão o repete na conclusão (Ec 12.14) e menciona-o frequentemente no decorrer de sua argumentação (Ec 9.1; 11.9).

3.18 — “Prová-los.” O sentido básico deste verbo é “escolher”, “selecionar”, “purificar”, “testar”. A morte á a grande niveladora dos seres humanos. Neste aspecto, as pessoas não são diferentes dos animais.

3.19 — No hebraico, a expressão “o mesmo folego pode” ser traduzida como “o mesmo espírito” ou o mesmo vento. Neste caso, trata do folego como sinal e símbolo da vida (Ec 8.8; Gn 6.17; 7.15,22). Nisto, humanos e animais são semelhantes (mas leia o versículo 21). A palavra traduzida como “vantagem” só aparece neste versículo em Eclesiastes. Também se encontra em outras formas em Provérbios 14-23, em todo trabalho há proveito, e 21.5, os pensamentos dos diligentes tendem a abundancia.

3.20, 21 — Todos vão para um lugar. Tanto homens como animais morrem e são sepultados. Mas, para os seres humanos, não é o fim – eles hão de deparar-se com a vida ou a morte eterna (Ec 12.7). A pergunta retórica quem adverte aparece seis vezes na Bíblia em hebraico em outros livros (2 Sm 12.22; Et 4.14; SI 90.11; Pv 24.22; J1 2.14; Jo 3.9) e quatro vezes em Eclesiastes (2.19; 3.21; 6.12; 8.1). Pessoas e animais diferem entre si; seus corpos voltam ao pó de que vieram, mas o espírito humano e imortal.

3.22 — A expressão “coisa melhor”, como também ocorre no versículo 12 e em Eclesiastes 2.24, refere-se a benção dos prazeres cotidianos concedida a humanidade. Deus separou uma provisão que pode conter bens materiais (Ec 2.21; 11.2) ou a satisfação que deles provem (Ec 2.10; 3.22; 5.17,18; 9.9), caracterizada nesta passagem como sua porção.



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Eclesiastes 3:1-22 — Significado e Explicação Eclesiastes 3:1-22 — Significado e Explicação Reviewed by Biblioteca Bíblia on quinta-feira, abril 18, 2013 Rating: 5
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